Poema Elogio da Consciência Culpada, de Wislawa Szymborska – 332 Poemas No 16


sound-iconOuça o Poema Elogio da Consciência Culpada, de Wislawa Szymborska

wikipedia

szymborska

 

O Abutre não tem estritamente nada do que se censurar.
Escrúpulos são estranhos a pantera.
Piranhas não põem em dúvida as suas ações.
Cascavéis se aprovam sem reservas.

Ninguém viu jamais um logo arrependido.
O gaganhoto, o crocodilo, a triquina e o moscardo
vivem bem e felizes do jeito que vivem.

Um coração de orca pesa bem uns cem quilos
mas sob qualquer outro aspecto permanece estremamente leve.

Que há de mais animalesco
do que ter a consciência rtanquila
no terceiro planeta a partir do Sol?

 

Um pensamento sobre “Poema Elogio da Consciência Culpada, de Wislawa Szymborska – 332 Poemas No 16

  1. Sempre a leveza da sátira, em Szymborska; a impertinência de se deixar em casa o guarda-chuva. Uma literatura que me agrada por perceber “a infinita imbecilidade humana (DMC)”, os suplícios de que somos capazes.

    Um abraço.
    Darlan M Cunha

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