Candelabro, de Eduardo Lacerda – 332 Poemas No 83


sound-iconouça o poema Candelabro, de Eduardo Lacerda

eduardo lacerda

 

Já à primeira vez que foi a um
cemitério, a mãe cobriu seus
olhos que choravam e sussurrou:

– Nunca acenda velas em casa,
que os espíritos acostumam
e não raro nos acompanham –

Nunca mais acendeu
velas em casa, tinha era
medo dos espíritos.

Teceu-lhe a vida muitos passados,
outras passagens ao cemitério. (Das
últimas vezes já as trazia roubadas.)

Nunca quis acender velas em casa,
tinha era medo dos espíritos. Teve
depois, muitos, muitos anos depois
medo da solidão. E acenderia estes
presentes: a gift to the ghosts, pois
os espíritos acostumam e, não raro,

nos acompanham.

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