Rua: sem Saida, de Eduardo Lacerda – 332 Poemas No 93


sound-iconouça o Poema Rua: sem Saida, de Eduardo Lacerda

Eduardo Lacerta

Deitamos sobre o asfalto.

(nossos corpos atravessados,

era este o nosso pacto)

Esperávamos pelos carros,
mas os carros não passavam.

(Era noite, e os carros não passavam)

Não seríamos atravessados.

/ Mas você se levantou
passou pelo meu corpo
e depois se deitou

(deitou do outro lado)

Juntos recriamos o medo

: máquina-corpo-poema

de que se passarem por cima

nunca mais cresceremos /

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