Semana Patuá

patuaEssa semana é especial por vários motivos, mas só quero destacar um:

O trabalho intenso da Editora Patuá no mercado editorial promovendo novos escritores, coisa cada vez mais rara num mundo em que o objetivo é maximizar os lucros (o que para editoras significa reduzir riscos editando somente escritores já publicados cujos resultados de venda são conhecidos). Ou seja, essa semana é para celebrar que existem pessoas promovendo a poesia e existem pessoas lendo poesia, talvez até seja o caso de relembrar o lema do 332 poemas:

ouça poemas. Viva poesia. Inspire mais do que cabe no peito.

Por essas e outras eu fiz dessa semana uma semana diferente.

Ao invés dos já conhecidos 7 poemas por semana vamos ter 38 poemas; 38 poemas maravilhosos, escritos por poetas que a Patuá descobriu, no mais puro sentido de realmente tirar o véu e apresentar ao mundo que agora, com os livros editados e a disposição no catálogo pode, finalmente, leva-los para casa.

E que poetas! Posso dizer que foram dias prazerosos de leitura até que eu conseguisse ter certeza de quais poemas traria para cá. Essa escolha, de cunho puramente pessoal, foi feita com apenas parte dos livros que me foram enviados por que eu não conseguiria dar conta de tudo, aliás, ainda estou sob o efeito dessa sobrecarga poética(você já sentiu isso? sobrecarga poética? eu nunca tinha sentido assim tão forte).

Os poemas que estão nessa semana são os que me pegaram na curva, de surpresa, os que tive sorte de ler no momento certo, naquele momento feliz em que estamos abertos a sentir algo que esta sendo projetado por uma outra pessoa.

Seja pela delicadeza ou pela mão pesada nas palavras e imagens, eis os poetas da semana.

Eduardo Lacerta     Juliana Bernardo

Julia Mendes              Anderson Lucarezi

Lilian Aquino        Guilherme Gontijo Flores

Leandro Rafael Perez               Andre Aguiar

Marcus Groza

     

Como essa semana espero fazer muitas outras, focadas em apresentar poetas de nossa geração, a geração de agora.

Não, de jeito nenhum estou renegando Fernando Pessoa, Baudelaire, Poe, Vinicius de Moraes, Drummond… só estou dizendo que existem novos Vinícius, Drummonds, Poe’s e Baudelaire perdidos por ai, esperando a chance de, num mundo feito de bits e bytes, tornarem-se um livro na estante de alguém que, numa noite chuvosa, entre um wisky ou um chá ou um cigarro ou um beijo e outro, ler versos para si ou para a pessoa amada.

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