A beira da mata numa noite de neve, Robert Frost – 332 poemas 46


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Robert_Frost_NYWTS

Sei quem é o dono dessa mata, por certo
Mora na cidade e não aqui por perto;
Não terá então como me ver neste lugar
A olhar seu bosque totalmente coberto.
O meu cavalo começa a estranhar
Assim, parado, no meio do mato ficar
Entre as árvores nevadas e o lago gelado
Na noite mais densa do ano a findar.
Ele chacoalha os sinos dos arreios, agitado
Como se a mim perguntasse se há algo errado.
O outro único som que conseguimos ouvir
É o dos flocos caindo e do vento soprado.
O bosque é imenso, adorável, treva a sorrir.
Mas ainda tenho promessas a cumprir,
E muito chão para correr antes de dormir,
E muito chão para correr antes de dormir.